Perdoar é bom para a saúde
Na oração do Pai-Nosso - uma das mais conhecidas preces desde a origem do cristianismo – existe uma frase que diz: “Perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Independente da religião que se segue, ou não, sabemos que não é tão fácil assim perdoar.
Entretanto, em 1996 o psicólogo americano Frederic Luskin, começou a estudar, em causa própria, diversos métodos capazes de ajudar pessoas dominadas pela mágoa. Dois anos depois, com material suficiente em mãos, ele convenceu uma das mais respeitadas instituições americanas, a Universidade de Stanford, na Califórnia, a criar o Projeto Perdão, onde um grupo de pesquisadores investiga o tema e ensina pacientes a perdoar.
Segundo o psicólogo, perdoar é desistir de toda e qualquer esperança de um passado melhor. Viver na amargura, em função de acontecimentos passados, não só impede a felicidade como põe para baixo o sistema imunológico e endurece o coração, literalmente, aumentando as chances de infartos. Luskin defende a idéia de que, quando focamos nossa atenção somente em quem nos magoou, deixamos de perceber as pessoas que nos amam, prolongamos o período de sofrimento e isso traz consequências para nossa saúde física e mental.
O treinamento aplicado na Universidade leva a pessoa a perceber que as mágoas são uma das maiores fontes de estresse e que, independente dos ensinamentos religiosos que pregam o perdão para o bem da humanidade, perdoar é bom para a própria pessoa, acima de tudo. O método, inclusive, já virou livro.
Importante: as informações e sugestões de saúde e bem-estar contidas neste blog têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de profissionais da saúde.
1 comentários:
...perdoar é desistir de toda e qualquer esperança de um passado melhor.
M a r a v i l h o s o!!!
Parabéns pelo excelente texto, valeu uma terapia.
Bjos
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